quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Firefox OS vai invadir território do Android e do iPhone


Andreas Gal, diretor de pesquisa da Mozilla, a organização que criou o Firefox, dá detalhes sobre o sistema que deve estrear em 2013 nos smartphones.


Há lugar para mais um sistema operacional de smartphone no mercado? A Mozilla, organização que criou o browser Firefox, acha que sim. Desde o ano passado, ela desenvolve o que já foi apelidado de Firefox OS, um sistema para dispositivos móveis que deve estrear em 2013. E o Brasil pode ser um dos primeiros países a recebê-lo.
 
Com o nome oficial de Boot to Gecko (B2G), o projeto tenta recuperar o idealismo que norteou o desenvolvimento do navegador Firefox. Para Andreas Gal, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Mozilla, o Firefox foi importante para evitar que padrões fechados, exclusivos de determinadas empresas, dominassem a web. 

 O plano é que o Firefox OS tenha um papel similar no mundo dos smartphones. Além disso, ele pode permitir a fabricação de smartphones mais baratos e ajudar a popularizar esses aparelhos. Gal esteve, nesta quarta-feira, no evento The Next Web Latin America, em São Paulo, onde falou a EXAME.com. 
“O projeto é viável sim. Não vamos construir um ecossistema do zero. Como usamos tecnologias da web, esse ecossistema já está pronto”, diz. Ecossistema, no caso, é o conjunto de desenvolveres de aplicativos, fabricantes de aparelhos e operadoras de telefonia que trabalham com determinado sistema móvel. Android, iOS, Windows Phone e BlackBerry têm, cada um, o seu. 

 O que incomoda a turma do Firefox é que, no mundo dos smartphones e tablets, os padrões abertos da web deram lugar a silos estanques. “iOS, Android e Windows Phone são universos fechados, cada um com sua plataforma, loja de aplicativos e outros recursos próprios”, diz Gal.
E os apps específicos de cada sistema estão tomando o lugar do conteúdo aberto da web. “No instante em que o usuário compra um aplicativo como o Angry Birds ele se torna comprometido com uma plataforma específica”, diz. “A mesma coisa acontece com o desenvolvedor que cria um aplicativo para algum smartphone”.
 
O plano da Mozilla é ter um sistema operacional que vai rodar apps da web, feitos na linguagem HTML5. “Eles podem até ser otimizados para o Firefox OS, mas vão rodar também em outros browsers”, diz. Até agora, duas empresas – TCL e ZTE, ambas chinesas – divulgaram que pretendem produzir smartphones com o Firefox OS. Há também operadoras que planejam vendê-los, incluindo o grupo Telefônica. "Sem esses parceiros, não teríamos chance", diz Gal.

 O usuário do Firefox OS terá acesso a múltiplas lojas de aplicativos e vai poder até baixá-los diretamente do site do desenvolvedor. “Isso vai evitar que alguém exerça um domínio como o da Apple, que decide quais aplicativos podem rodar no iPhone e fica com grande porcentagem do valor pago pelo usuário”, diz Gal. “E teremos também uma loja da Mozilla, com aplicativos revisados e aprovados por nós”, completa.
O plano da Mozilla e de seus parceiros é colocar o Firefox OS em smartphones básicos. Eles terão preço próximo ao dos chamados “feature phones”, os celulares que têm acesso à internet mas não se qualificam como smartphones. “Há um enorme mercado para smartphones básicos no Brasil e em outros países. Nossa meta não é competir com o iPhone e nem com os modelos avançados com Android. Vamos trabalhar numa faixa de preço mais baixa”, diz Gal.
Firefox
O Firefox já foi o segundo browser mais usado nos PCs, mas caiu para o terceiro lugar com a ascensão do Chrome, do Google. Em julho, sua participação no mercado foi de 24% segundo o site StatCounter, contra 31% em julho de 2010. A queda veio acompanhada de reclamações sobre lentidão e atualizações frequentes demais. 
“As atualizações eram, certamente, um problema. Mas nós já melhoramos isso. Agora, elas acontecem em segundo plano, sem incomodar o usuário. Não temos 100% de controle sobre as extensões, que não são produzidas por nós. Mas, se uma delas torna o browser instável, nós a colocamos numa lista negra”, diz Gal.
O Firefox OS tomou o lugar do browser como foco principal da Mozilla. Ainda assim, Gal diz que o navegador para PCs vai continuar recebendo melhoramentos, principalmente em velocidade e segurança. “Vamos continuar competindo com o Chrome, o Internet Explorer e os outros browsers. Mas a competição, agora, não é para impor padrões. É para ver quem faz a melhor implementação desses padrões”, afirma ele.

iPhone 5 deve chegar às lojas no dia 21 de setembro


Bloqueio de férias dos funcionários da operadora de telefonia americana Verizon alimenta data oficial de lançamento do smartphone da Apple.



 O iPhone 5, nova geração do smartphone da Apple, deve começar a ser comercializado nos Estados Unidos no dia 21 de setembro, segundo informa o blog especializado em tecnologia Techcrunch.
 De acordo com o blog, funcionários da operadora de telefonia americana Verizon foram proibidos de tirar férias entre os dias 21 e 30 de setembro, fato que alimenta ainda mais a data oficial de comercialização do produto. A venda pode acontecer nove dias após o anúncio oficial do aparelho – prática comum da gigante de tecnologia com o lançamento de seus produtos. A atual versão do iPhone, o 4S, foi anunciado no dia 4 de outubro, dez dias antes do início oficial das vendas nos Estados Unidos.
 Estima-se que o evento da Apple aconteça no próximo dia 12 de setembro. Durante o anúncio, a companhia pode mostrar também um modelo menor de seu tablet, criado para competir com rivais como o Kindle Fire, da Amazon e o Nexus 7, do Google.

Fonte: Teleco







quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Receita Líquida no 2T12

Nota: Receita da América Móvil sem eliminação de receitas comuns.

Já no Grupo América Móvil ocorre o contrário: 39,8% da receita veio da Claro e 60,2% vem da Embratel/Net. O Brasil representa um caso atípico no perfil da receita do Grupo América Móvil, onde 61% da receita é móvel, inclusive no México.
 A Vivo é a líder em market share de celular no Brasil (29,6%) e tem investido para aumentar a sua receita de dados que representou 27,2% da sua receita de serviços no 2T12.
 A Claro é a terceira colocada em market share e, após uma fase de baixo crescimento, voltou a crescer mais fortemente no pré-pago neste trimeste. Continua, no entanto apresentando baixo crescimento no pós-pago, segmento em que a Vivo é líder. O ARPU da Claro (R$ 16,0) é o menor entre as operadoras de celular.
 Ambas operadoras tem sentido o impacto da competitividade do mercado brasileiro e apresentaram um alto churn no 2T12: 3,8% e 3,9% respectivamente.
 4G pode ser uma oportunidade para a Claro virar o jogo no Brasil, recuperando a segunda colocação em market share que perdeu para a TIM em 2011 e passando a ameaçar a liderança da Vivo. Vivo e Claro foram as operadoras que mais investiram no leilão de frequências de 2,5 GHz promovido pela Anatel.
 A Vivo atende com 3G a uma quantidade muito maior de municípios (2.831) que a Claro (929). A Claro lidera, no entanto, em quantidade de acessos de banda larga móvel com 19,0 milhões contra 17,5 da Vivo
 No fixo, a Embratel/Net é a líder em TV por Assinatura com um market share de 53,8% e é a segunda colocada em market share de banda larga fixa, atrás apenas da Oi. Dificilmente será superada pela Telefônica/Vivo neste segmento por ter uma atuação mais concentrada no estado de São Paulo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012



 Na área da capital de São Paulo (área 11), as disputas estão acirradas: Vivo e Tim pela primeira colocação e Claro e Oi pela terceira. 


A competição nas áreas locais com mais de 1,5 cel por habitante






Em maio de 2012, seis das 67 áreas locais do celular no Brasil possuíam uma densidade superior a 150 cel/100 hab.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Toughpad, tablet 'durão' da Panasonic, chega ao Brasil em outubro

A Panasonic lançará no Brasil o Toughpad A1, espécie de iPad preparado para a guerra, em outubro deste ano, com vistas nas companhias com trabalho de campo "hostil".

"Ele é só um pouquinho mais grosso que os outros tablets [tem 1,8 cm de espessura, ante 0,9 cm do iPad]. Acho que o consumidor comum também pode se interessar pelo tablet", diz João Alberto Rodrigues Simões, responsável pelo lançamento.



As especificações do aparelho, que roda Android 4.0, são de fato semelhantes às dos tablets fisicamente mais frágeis: ele tem tela de 10,1 polegadas, resolução de 1.024x768, 16 Gbytes de memória interna e processador de 1,2 GHz com núcleo duplo.

Contudo, o principal público-alvo do Toughpad é o corporativo, segundo Simões --que é gerente de operações de computadores e tablets da Panasonic Brasil.

A tela, sensível ao toque, pode ser operada pela caneta "stylus" que acompanha o computador, para facilitar trabalho com luvas.


"Setores automobilístico, de segurança pública, petróleo, mineração, petroquímico e as Forças Armadas são exemplos de interessados no Toughpad", diz. "Fui contratado para expandir o sucesso da linha robusta nos EUA para a América Latina, inclusive o Brasil."

Os computadores Toughbook, diz Simões, têm 72% de participação de mercado no nicho de computadores resistentes americano.

No Brasil, a polícia militar rodoviária do Paraná passou a usar computadores da marca em rondas e blitze em dezembro de 2011.

100% NIPO

Fabricado no Japão, o A1 tem todas as peças --salvos a memória interna e o processador-- feitas pela própria Panasonic. "Até os robôs que o montam são feitos pela empresa", gaba-se Simões.

O executivo diz que, além das conectividades Wi-Fi e 3G, é possível inserir um módulo de GPS para georreferenciamento.

A proteção do tablet contra quedas de até 1,2 m, à chuva e a temperaturas extremas se dá por conta de um processo de fabricação meticuloso e de carcaça com liga de magnésio. O peso é relativamente elevado, com 960 g (ante 662 g do iPad).

O Toughpad custará entre R$ 3.000 e R$ 3.500, segundo a empresa. Entre abril e maio do ano que vem, uma versão de 7 polegadas, intitulada Toughpad B1, será lançada no país.